Primeira etapa da revisão do Plano das Bacias PCJ servirá de base para metas e ações até o ano de 2035

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Diagnóstico das Bacias Hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que servirá de base para o planejamento de ações de gestão hídrica e ambientais até 2035, foi apresentado pela Agência das Bacias PCJ e Comitês PCJ nesta quarta-feira (02/08/2017) em consulta pública realizada na Câmara Municipal de Campinas; contribuições ainda podem ser feitas pela internet até 16 de agosto

A primeira etapa da revisão do Plano das Bacias Piracicaba, Capivari e Jundiaí, realizada nesta quarta-feira (02/08/2017) com a apresentação do diagnóstico durante consulta pública na Câmara Municipal de Campinas, servirá de base para planejar e fundamentar as metas necessárias até 2035 para a recuperação e conservação da água nas Bacias PCJ. O evento foi promovido pela Agência das Bacias PCJ e Comitês PCJ e reuniu mais de 90 pessoas, entre representantes de diversas entidades, prefeituras e do Ministério Público. A execução técnica desse trabalho está sendo feita desde agosto de 2016 pelo Consórcio Profill-Rhama, de Porto Alegre (RS), ganhador da licitação realizada pelas Bacias PCJ.

O diagnóstico aborda temas como saneamento básico, disponibilidade e demanda hídrica, uso e ocupação do solo e qualidade da água. As contribuições para essa primeira etapa ainda podem ser feitas pela internet até o dia 16 de agosto (mais informações abaixo).

O Plano de Bacias é um instrumento de gestão de recursos hídricos que identifica a "agenda" de programas e projetos necessários à recuperação e conservação dos recursos hídricos da bacia hidrográfica. O plano vigente para as Bacias PCJ foi elaborado em 2010 e precisa ser atualizado, conforme esclareceu a coordenadora da Câmara Técnica de Plano de Bacias (CT-PB) dos Comitês PCJ, Adriana Isenburg.

“A revisão é necessária. A gente passou por uma crise hídrica (2014/2015) entre o plano que está vigente e agora. Tudo mudou. Nós temos outro pensamento. Essa crise foi um amadurecimento para todos nós. A Bacia evoluiu, os municípios trabalharam bastante seus planos municipais. É hora de a gente avançar, fazer uma revisão pensando daqui para o futuro e o que de fato pode acontecer”, ressaltou Adriana.

A coordenadora da CT-PB também reforçou a importância dessa primeira etapa da revisão. “É fundamental que o diagnóstico esteja bem embasado. É a base para tudo. É daqui que vamos fazer os cenários, previsões e prognósticos. Temos que trabalhar juntos, por isso essa consulta pública foi muito importante”, observou.

“Recebemos colaborações que vão fortalecer e enriquecer nosso diagnóstico”, avaliou o coordenador de Sistema de Informações da Agência PCJ, Eduardo Léo. Segundo ele, a expectativa é muito grande, pois ainda haverá uma fase de prognóstico e uma fase de plano de ações e programas de investimentos que também vão passar por consultas públicas. “Nossa base para tomada de decisão vai ser muito sólida, muito bem validada”, comentou. “Temos um plano que já é, em si, bastante ambicioso. Certamente há algumas dificuldades para trilhar esse caminho. Creio que essa revisão do plano vai nos ajudar bastante a fortalecer as estratégias para alcançar nossos objetivos a partir de um panorama mais atual e verdadeiro da nossa realidade”, definiu.

Para o engenheiro Sidnei Agra, coordenador do Profill-Rhama, a primeira consulta pública foi bastante positiva. “Foi um momento importante para a gente tornar os resultados desse imenso trabalho ainda mais públicos. Recebemos valiosas contribuições que, com o conhecimento local, poderão melhorar o diagnóstico ainda mais”, disse. “A gente está dando um passo muito importante em relação ao diagnóstico do plano anterior. As consultas feitas a 69 municípios melhoraram, e muito, tudo isso”, declarou.

Os trabalhos deverão ser concluídos até o final de 2018, com a produção de cinco cadernos temáticos (Garantia do Suprimento Hídrico; Recomposição Florestal e Conservação em Meio Rural; Águas Subterrâneas; Educação Ambiental e Enquadramento dos Cursos Hídricos). Os cadernos vão dar as diretrizes nessas cinco áreas. “São temas que foram apontados como incompletos ou pouco aprofundados no plano anterior. A gente vai estudar com muita profundidade, apresentando propostas para os cinco temas muito bem formuladas, com ações, orçamentos, atores responsáveis pela implementação e deixando tudo pronto para que a Agência PCJ e demais atores das Bacias, capitaneados pelos Comitês PCJ, possam tirar essas ações do papel”, explicou Agra.

NA INTERNET
Agência e Comitês PCJ recebem contribuições até dia 16

Sugestões e apontamentos sobre o diagnóstico das Bacias PCJ podem ser feitas até o dia 16 de agosto, pela internet. Os interessados em colaborar devem preencher um formulário digital.

LINKS para acesso ao relatório, ao formulário e à apresentação realizada na primeira consulta pública:

RELATÓRIO: goo.gl/u9QBf4
FORMULÁRIO: goo.gl/P8LTgL
APRESENTAÇÃO: goo.gl/z9STtw