Lançamento do Nascentes Analândia reúne mais de 70 pessoas no Morro do Cuscuzeiro

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Mais de 70 pessoas participaram do lançamento oficial do Projeto Nascentes Analândia na manhã de sábado (26/08/2017), no Morro do Cuscuzeiro, principal cartão postal da cidade. Além da apresentação do projeto e de um vídeo sobre a ação (https://youtu.be/37LVxCzgH_k) , houve também um plantio simbólico. O principal objetivo da iniciativa é o de contribuir para a recuperação, conservação e proteção de nascentes e mananciais da Bacia Hidrográfica do rio Corumbataí, de onde vem a água que abastece mais de 500 mil pessoas nas regiões de Piracicaba e Rio Claro.

O Nascentes Analândia é uma realização da Agência das Bacias PCJ (rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e Comitês PCJ e tem como parceiros a Prefeitura Municipal de Analândia, IPSA (Instituto de Proteção Sócio Ambiental da Bacia Hidrográfica do rio Corumbataí), Sindicato Rural de Rio Claro e CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

“O projeto, por si só, tem uma importância muito grande, pois estamos aqui nas nascentes do rio Corumbataí, um ponto muito bonito, que tem uma mensagem muito especial para todos nós. Tão importante quanto isso é que o Nascentes Analândia é um exemplo, é mais um passo para a Política de Recuperação, Conservação e Proteção de Mananciais dos Comitês PCJ. Ao longo do tempo, haverá outros exemplos nas Bacias”, destacou o diretor-presidente da Agência PCJ, Sergio Razera.

No evento de lançamento, Razera, o prefeito de Analândia, Jairo Mascia, e o ambientalista Waldemar Bobbo, do IPSA, plantaram a primeira muda de árvore nativa durante plantio simbólico na área do Morro do Cuscuzeiro. “É uma iniciativa importante para Analândia e para toda a região. Os rios Corumbataí, Piracicaba e Tietê que vão usufruir de todo esse projeto e, logicamente para Analândia, a ideia é aumentar a produção de água, ter uma qualidade melhor, buscar que os animais retornem à natureza e tenham seu abrigo natural. As maiores necessidades da sociedade são alimentação, abrigo e água. Com esse projeto, você faz com que a própria natureza usufrua dessa situação”, comentou Jairo Mascia.

O projeto foi apresentado pelo vereador de Analândia, Leandro Santarpio, secretário executivo da Unidade Gestora do Nascentes no município. Entre os participantes, também estavam o prefeito de Corumbataí, Leandro Martinez; o secretário adjunto dos Comitês PCJ, Sebastião Bosquilia; o diretor da Unesp de Rio Claro, José Alexandre Perinotto; o superintendente do Semae/Piracicaba, Rubens Françoso; o secretário de Meio Ambiente de Piracicaba, José Otávio Menten, e o assessor técnico do gabinete da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, José Luiz Fontes, entre outros representantes de entidades locais e regionais. Além de Razera, a Agência PCJ foi representada pela diretora técnica Patrícia Barufaldi e colaboradores da Coordenação de Gestão e da Assessoria de Comunicação.

O projeto segue a Política de Recuperação, Conservação e Proteção de Mananciais dos Comitês PCJ (deliberação nº 270/2017). Nesse contexto, serão promovidas adequações ambientais em 15 propriedades rurais de Analândia, onde quase todo o abastecimento de água é realizado por meio da captação de mananciais subterrâneos e nascentes.

Inicialmente, as ações irão envolver a micro bacia do Córrego do Cavalheiro – um dos principais afluentes do rio Corumbataí – em uma área total de 1.650 hectares. Como tem sido objeto de exploração agropecuária intensiva, as coberturas vegetais dessa região estão prejudicadas e isso compromete os mananciais, pois as árvores garantem a melhor infiltração de água no solo.

Após a mobilização e a adesão dos proprietários rurais concluída em julho deste ano, a próxima etapa será a elaboração do Plano Integral de Propriedade (PIP) de cada um dos 15 imóveis. O PIP consiste em um projeto executivo para identificar aspectos relevantes para a execução de ações para a adequação ambiental de cada propriedade, tais como: plantio de espécies nativas; execução de barraginhas ao longo da estrada rural; cercas; fossas sépticas, entre outras.

Com a finalização dos PIPs, haverá a etapa de execução, na qual serão realizados serviços de restauração ecológica, um conjunto de intervenções para recuperar as condições ambientais. Para isso, será contratada uma empresa que também fará a manutenção nas áreas por três anos. Após a realização desses trabalhos, cada proprietário ficará responsável pela manutenção e não poderá alterar o uso da área.