Plano de Monitoramento das Águas Subterrâneas avança com apresentação de diagnóstico hidrogeológico das Bacias PCJ

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Estudo foi contratado pela Agência das Bacias PCJ com cerca de R$ 720 mil da Cobrança PCJ Federal e deverá ser concluído até o final deste ano

O Plano de Monitoramento Quali-Quantitativo das águas subterrâneas na região abrangida pelas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí avançou neste mês de abril com a apresentação do diagnóstico hidrogeológico das Bacias PCJ. O diagnóstico faz parte da segunda etapa do contrato e foi apresentado na quinta-feira, dia 11, na Agência das Bacias PCJ, em Piracicaba, para representantes dos Comitês PCJ, colaboradores da Agência e outros técnicos.

Esta fase tem por objetivo o levantamento de informações referentes as águas subterrâneas na região das Bacias PCJ, com o mapeamento dos aquíferos presentes na região e apontamento, em escala, de sua vulnerabilidade, potencialidade, entre outros dados. O diagnóstico visa dar subsídios para o desenvolvimento do Plano de Monitoramento, que apontará pontos estratégicos para uma melhor análise de dados que formarão à série histórica quali-quantitativa das águas subterrâneas das Bacias PCJ.

A apresentação foi realizada pela Profill Engenharia e Ambiente, vencedora da licitação realizada pela Agência das Bacias PCJ. O investimento é de R$ 721.151,28, provenientes da cobrança pelo uso da água em rios de domínio da União (Cobrança PCJ Federal). O estudo foi iniciado em outubro de 2018 deve ser concluído até outubro de 2019.

“Este plano é um instrumento de suma importância para o planejamento da exploração das águas subterrâneas nas Bacias PCJ e a futura rede de monitoramento servirá de base para diversas ações e tomadas de decisão, desde subsídio de ações de controle da poluição ambiental bem como o estabelecimento de Valores de Referência de Qualidade até a criação de um banco de dados com grande histórico de modo a possibilitar um correto planejamento da exploração da água subterrânea para garantir seu universal acesso”, ressaltou a coordenadora de Projetos da Agência das Bacias PCJ, Elaine Franco de Campos.

Além da Profill e das equipes das Coordenações de Projetos e de Sistema de Informações da Agência, participaram da reunião representantes das Câmaras Técnicas de Monitoramento Hidrológico e de Águas Subterrâneas dos Comitês PCJ (CT-MH e CT-AS), técnicos do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), da Sala de Situação PCJ, Cetesb(Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), e da empresa Novaes Engenharia, gerenciadora da Coordenação de Projetos.

FINALIDADE

A contratação desse plano deve-se à tendência progressiva das perfurações de poços e tem como objetivo evitar um colapso de vários sistemas de produção, o que geraria impactos permanentes ou de difícil e lenta reversão. Segundo informações da Coordenação de Projetos da Agência das Bacias PCJ, responsável pelo gerenciamento e acompanhamento do contrato, estima-se que mais de 6 mil poços, legalizados ou não, sejam usados para explorar as águas subterrâneas com produção superior a 127 milhões de m³/ano, o que representaria cerca de 16% do potencial hídrico subterrâneo total das Bacias PCJ.

O uso desordenado vem levando a uma série de conflitos como rebaixamento significativo dos níveis d’água, supressão ou redução de vazões de nascentes, diminuição das vazões de poços tubulares, abatimentos de terrenos e alteração da qualidade da água.

O plano de monitoramento deverá contemplar a elaboração da arquitetura (o desenho) e do plano de implantação da rede de monitoramento. A arquitetura da rede de monitoramento envolve as seguintes atividades: a seleção dos pontos de monitoramento, relações hidráulicas a serem monitoradas, parâmetros e frequência de monitoramento. Já o plano de implantação da rede de monitoramento envolve a estimativa de custos e o planejamento da implantação com base na hierarquização de prioridades e necessidades junto à Sala de Situação PCJ.

Outros objetivos serão a criação de uma série histórica da variação do nível d’água, a estimativa das reservas totais, permanentes e ativas, a avaliação das respostas dos aquíferos à sazonalidade climática, projeções de condições futuras de disponibilidade, avaliação da distribuição espacial da qualidade natural, identificação de contaminantes (tipo, fonte, determinação dos incidentes de contaminação) estabelecimento de Valores de Referência de Qualidade e a avaliação das tendências de concentração das substâncias monitoradas, em períodos de 10 anos.