Uso da Água

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De acordo com os dados levantados a partir do Banco de dados da Cobrança Paulista PCJ e das estimativas para irrigação, calculadas através da metodologia utilizada no Plano das Bacias PCJ 2010 a 2020 (acesse relatório completo do Plano em http://www.agencia.baciaspcj.org.br/novo/instrumentos-de-gestao/plano-de-bacias), há uma predominância do uso de água para fins de abastecimento público, demandando cerca de 20 mil litros de água por segundo, que é mais da metade das vazões das Bacias PCJ. O setor industrial se mostra como o segundo maior consumidor de água nas Bacias, com uma vazão próxima de 9 mil litros por segundo. Para o uso rural, embora menos expressivo, nota-se um comprometimento significativo de água das Bacias PCJ para esse fim. Os valores disponíveis são estimados com base nos cálculos do Plano de Bacias 2010 a 2020, chegando próximo de 7 mil litros por segundo de água para esse setor. Há, ainda, que se observar que existe o segmento de outros usos, que indica um universo, mesmo que pequeno, de usuários que recorrem a soluções individuais para suprir suas demandas, perfazendo uma demanda de cerca de 1,4 mil litros por segundo.

Cabe destacar que além do uso interno na bacia, uma vazão de até 33 mil litros por segundo de água mensal pode ser transposta da bacia do rio Piracicaba para a Bacia do Alto Tietê, através do Sistema Cantareira, um complexo sistema que abrange seis reservatórios, ligados por túneis e canais, sendo Jaguari-Jacareí, Cachoeira, Atibainha, Paiva Castro e Águas Claras. Onde os quatro primeiros estão localizados em afluentes do rio Piracicaba, e os dois últimos reservatórios, localizados na bacia hidrográfica do Alto Tietê. O Sistema abastece cerca de 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo, o que mostra a grande dependência dessa região das águas das Bacias PCJ.

O gráfico a seguir mostra a evolução, ao longo do tempo, das demandas para os diversos setores da bacia.

A demanda por águas subterrânea nas Bacias PCJ é muito menor do que por superficial. Uso é destina para auto abastecimento doméstico, consumo industrial e ainda como manancial complementar para o abastecimento público. A vazão subterrânea demandada é de cerca de 2,91 mil litros por segundo, na soma de todos os usos, sendo o setor industrial aquele que tem maior participação neste tipo de captação.

No gráfico apresentado a seguir, é possível observar o uso da água conforme o tipo de captação.

Os investimentos no setor de esgotamento sanitário na bacia, ao longo dos anos, têm possibilitado a redução da carga orgânica doméstica descarregada nos rios da região. De acordo com os dados de Qualidade da Águas Superficiais disponíveis no Relatório da CETESB e no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), a carga remanescente doméstica lançada nos corpos hídricos superficiais é de cerca 83 toneladas DBO/dia. O gráfico a seguir mostra a evolução ao logo dos anos.